É uma delícia abrir um livro e descobrir um novo primeiro parágrafo.
O valor de um grande começo. A expectativa que de imediato gera na gente . Tão bom algo que incia assim, como se ínicio nem fosse. Rapidamente você já está em outro lugar, em outro tempo, em outra página.
E você, diante de certos começos, sorri antecipado. Pressente que a vida, a partir dali, vai ter um pouco de graça. Um bom começo é sempre um convite. Convite a quê ?
A gente só descobre com a história em si. E claro, não são apenas os livros que, ainda bem , têm esse poder, essa habilidade de renovar a nossa vida.
Os discos são assim. Os vinhos são assim. As viagens são assim. Uma esquina qualquer, na verdade, também guarda esse mistério.
E as pessoas... as pessoas são assim. Um telefonema, um e-mail, um breve aceno, um esbarrão, um encontro, um desencontro, um sorriso, qualquer coisa pode ser o INICÍO, com direito as letras maiúsculas e tudo.
Depende sempre da gente. Da nossa capacidade de se deslumbrar. De ir junto. De embarcar. De folhear a vida. E ao se deparar com o instigante, que a gente não prefira, simplesmnte deixar o livro para depois.
Que o começo do ano traga justamente o que ele tem de melhor.
A esperança da renovação. A vontrade de ir adiante. O sonho de começar e recomeçar e começar de novo, mais uma vez e como se desta vez fosse, outra vez, a primeira vez de todas as vezes.
Feliz 2011 !